Interact Gestão de Negócios

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“Contratei a mocinha da recepção da clinica do concorrente…”

“Contratei a mocinha da recepção da clinica do concorrente…
Mas doutor, qual será a função dela? O quadro está completo nesse setor.
Não faz mal, se trabalhou no concorrente deve ser boa funcionária!”
Essa foi uma situação real que vivi em um dos meus clientes.

Qual é a lição desse diálogo?
Contratar pessoas para trabalharem em clínicas e/ou consultórios deve ser tratado com muita seriedade e pertinência. Por exemplo, receitar um medicamento sem um diagnóstico não é uma boa ideia “apenas” porque o medicamento é de alta qualidade.

Resumidamente os passos a serem seguidos são:

Conhecer as tarefas e atividades que existem na clínica, e dimensionar quantas (e quais) pessoas são necessárias. Esse deverá ser seu “quadro completo de funcionários”

Definir as competências necessárias de quem for exercer a função: conhecimentos, habilidades e atitudes. Pode até classificar entre características imperativas, importantes, desejáveis, interessantes, etc. Ou seja, preferencialmente ter uma descrição de cargo para cada função.

Quando detectada uma necessidade de contratar (seja porque a clínica cresceu e o trabalho aumentou, ou porque tem gente a menos na equipe), faça Recrutamento & Seleção: busque candidatos para preencher essas vagas e selecione o mais adequado.

Contratação: apresente a proposta de trabalho e a descrição de cargo. Faça uma revisão com o candidato sobre as expectativas (do candidato e do contratante). Negocie, e feche a contratação.

Integração: introduza o novo funcionário as demais pessoas envolvidas na clínica, (e se for o caso) a fornecedores e outras empresas que se relacionem com aquela função.

Treinamento: compare a descrição de cargo, a análise feita na contratação (o quanto o funcionário preencheu as competências necessárias para a função) e o desempenho apresentado. A partir daí, busque qualificar os pontos mais carentes (em relação a descrição de cargo) e os pontos que podem ser aproveitados considerando o potencial do funcionário.

Motivar e dar feedback também são partes fundamentais. Carros, imóveis – e até nossa saúde – precisam de manutenção. O funcionário também. A recompensa desse esforço é a performance e engajamento dos colaboradores – sem contar que é mais seguro contra fraudes diversas, quando se está mais próximo do que (e quem) acontece.

Enfim, demitir. Se for o caso, esse processo merece atenção! Por motivos importantes: pela dignidade com que se deve conduzir tal processo respeitando as pessoas, pelo risco trabalhista (esses processos no Brasil são praticamente “causa ganha” pro funcionário) e pelo próprio ambiente que uma demissão mal feita gera na clínica ou consultório.

 

“Apenas” um bom produto, é suficiente?

Até o século passado, quem tivesse um produto de qualidade reconhecida, era basicamente sinônimo de sucesso.

Hoje, a qualidade segue sendo importante para atingir o sucesso. Mas isso por si só, basta? NÃO!

Hoje você precisa ter bom atendimento, agregar facilidades, tecnologia, wi-fi grátis, estacionamento, e parece que a lista e a demanda só crescem.

A qualidade do atendimento médico, dentário, para exames (etc) segue sendo de fundamental importância. Mas deixou de ser diferencial, passou a ser obrigação. O diferencial está ligado ao atendimento, agilidade, facilidade, conveniência, etc… Ou seja, enxergar a clínica ou consultório como negócio é necessário. Não para desvirtuar o atendimento clínico, mas para profissionalizar o atendimento do cliente como um todo, a experiência dele na clínica, transparência, minimizando os riscos jurídicos, financeiros, mercadológicos, trabalhistas, e tantos outros.

Há muito o que fazer, monitorar, pensar… Mas ao mesmo tempo, muitos desses assuntos não são tão complexos quanto alguns dos técnicos da área da saúde. Com um pouco de tempo e dedicação, pode-se fazer bastante. E na medida que eles integram a sua rotina, e a da clínica/consultório, haverá naturalmente uma evolução do tema.

Não sabe por onde começar? Precisa de ajuda? Entende um pouco da parte jurídica mas Marketing não sabe nem por onde começar? Não sabia que você tem um risco trabalhista…?

Inscreva-se no curso da Interact: Administração para Clínicas & Consultórios. Ao longo de 24hs, cobrindo 6 (macro) temas: Marketing, Planejamento Estratégico & Finanças, Contabilidade, Recursos Humanos, Tecnologia de Informação e Jurídico. O objetivo é proporcionar uma compreensão dessas áreas, potencialidades e vulnerabilidades, bem como instrumentalizar os participantes para evoluírem e desenvolverem esses assuntos dentro do seu contexto, enquanto exerce sua profissão.

Administração de Clínicas e Consultórios

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Uma oportunidade de aprender e trocar experiências com profissionais de Finanças, Marketing, Contabilidade, RH, Direito e Tecnologia da Informação.

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Quero mais, por menos… Será que a conta fecha?

A revolução tecnológica transformou a vida por completo, nos últimos 25 anos.

Com smartphones, tablets, wi-fi, bluetooth, aplicativos para todos os propósitos… A forma de se comunicar mudou, o comportamento das pessoas é outro, e as influências se multiplicaram. Os meios de pagamentos são diversos, sujeitos a fraudes, erros, etc… A fiscalização  é cada vez mais rigorosa (contando com mais suporte de informação e tecnologia).

 

Foi-se o tempo em que bastava ter uma “mocinha pra atender o telefone” uma clínica e algumas revistas na sala de espera. O resto funcionava “e pronto”.

 

Hoje em dia é bastante comum que a “mocinha da recepção” seja cobrada por outras atribuições: preparar burocracia de convênios e cartão de crédito/débito (e cobrar essas fontes), atuar nas mídias sociais, contribuir para o melhor funcionamento e ocupação da agenda, confirmar as consultas com antecedência com os pacientes… Claro, colocando tudo isso no software de gestão, tratar da contabilidade, resolver questões no banco, com fornecedores, comprar insumos…

 

Tudo isso mantendo o mesmo salário de R$500 Cruzeiros para a “mocinha”…

 

O salário mínimo paga, se muito, a “Mocinha” dos anos 80. Para ter um(a) profissional dinâmico(a), que contribua com as demais áreas da clínica, que seja honesto(a) e competente… Não será necessário apenas pagar mais… Mas capacitar, participar, cobrar, monitorar…

 

Tem gente que prefere um carro popular, e quem prefere Ferrari. Ambos proporcionam deslocamento motorizado, cada um em um nível e característica. Ambos podem funcionar. Mas querer uma Ferrari por preço de carro popular, nem Freud explica como seria possível…

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