Há sempre muitos papéis convivendo na administração de qualquer negócio. Clínicas e consultórios não fogem a regra!

Existem os médicos, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, etc, com os seus interesses e dores. O mesmo vale para o(s) sócio(s) e para o administrador, quando houver um. Mas todas as pessoas também exercem, simultaneamente, outro papel: ou de pessoa. Significa que cada um também é (além de um profissional) um ser humano, com desejos, angústias, planos, expectativas, limitações, etc.

Veja no quadro abaixo, de forma simplificada, quais as expectativas que cada papel tem. Na sequência um quadro comparativo dos papéis, características da atuação, ganhos e responsabilidades.

Mas o interessante é que tem casos, e não são raros, onde se exerce mais que dois papéis (de Pessoa e Sócio ou Gestor ou Médico). É muito comum o sócio ser um médico ou dentista, por exemplo, que atuam clinicamente. As vezes eles acumulam a função de gestor também. Nesses casos se exerce 3 ou 4 papéis, usa 3 ou 4 “chapéus” diferentes. Isso é uma característica, um modelo… Não é certo ou errado.

Mas há de se atentar e cuidar de cada papel. Se o gestor é uma pessoa e o sócio outra, quando surgir um confronto de ideias ou posições, cada um defenderá seu ponto na tendência de chegar no melhor resultado. Considerando cada variável, e a visão de cada um, responsável por áreas diferentes do negócio. Mas quando o gestor e o sócio (poderia ser o médico ou o dentista) são a mesma pessoa a tendência é ir para o lado que a pessoa tiver mais empatia e/ou afinidade. Então não acontece o embate em busca dos melhores caminhos e soluções.

Ao acumular esses papéis, é muito fácil embaraçá-los, confundí-los. E isso é perigoso. Há de se perguntar “qual chapéu você está usando?”, referindo-se a qual papel. Há quem use, literalmente, chapéus para simbolizar cada papel que ele(a) exerce, para protegê-los das influências de outros papéis.